Evite expressões
que relacionem-se diretamente com a deficiência, como ceguinho, quatro-olhos e
zarolho, elas são pejorativas.
Não é necessário
evitar termos como "ver" e "olhar". Mesmo sem ter
fisicamente a capacidade de fazer isso, os deficientes visuais podem entender a
expressão metaforicamente sem se sentirem ofendidos. Não é necessário dizer
"toque", "apalpe", "ouça só !";
Toque no braço
dele antes de começar a falar com ele para que o deficiente visual entenda que
é o destinatário de suas palavras. Quando for deixar o ambiente avise a ele; é
desconfortável saber que continua falando sem ter um ouvinte;
Não se dirija ao
portador de deficiência visual através de seu acompanhante, supondo que ele não
pode compreendê-lo;
Em um local
estreito, onde só passa uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que
ele possa continuar a seguir você;
Algumas pessoas,
sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas.
A menos que a pessoa tenha também uma deficiência auditiva que justifique isso,
não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal;
Por mais tentador
que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a
responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser
distraído do seu trabalho;
No convívio
social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das
atividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.
Quando for
caminhar com um deficiente visual, não
procure erguê-lo com seus movimentos. A maioria deles prefere segurar o braço
do guia. Pergunte qual é sua preferência. Ficar com o braço paralelo a meio
passo do DV e caminhar na sua frente ajuda.
Quando for
ultrapassar portas, coloque o deficiente
visual do mesmo lado das dobradiças e abra a maçaneta com o mesmo braço no qual
ele está segurando. É interessante passar na frente e depois trazer o portador
de deficiência a seu lado. O mesmo procedimento deve ser usado no caso de elevadores.
Para ajudar
uma pessoa portadora de deficiência visual a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela
sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a
pessoa se sente sozinha.
Ao explicar
direções para uma pessoa portadora de
deficiência visual, seja o mais claro e especifico possível. De preferência,
indique a distância em metros.
Quando for
subir uma escada, coloque as mãos do
deficiente visual no corrimão e informe-o se os degraus estão no sentido
ascendente ou descendente. Não é necessário dizer o número total de degraus a
serem percorridos, pois um erro nesse cálculo poderia causar acidentes. É
interessante, depois de percorrer o último degrau a um passo a frente do
portador de deficiência, fazer uma pausa para assinalar o fim da escada.
Quando for
atravessar a rua e encontrar um portador
de deficiência visual fazendo a mesma coisa, antes de agarrar-lhe o braço,
pergunte se ele efetivamente precisa de ajuda. Se sim, procure atravessá-lo em
linha reta, já que desse modo ele não ficará desorientado na outra calçada. Não
grite de longe para alertá-lo sobre a presença de objetos, a não ser que esses
não possam ser detectados pela bengala (como o caso de um toldo colocado a
baixa altura).
Quando for
entrar ou sair do carro, informe ao deficiente
visual a posição na qual o veículo se encontra em relação à calçada (paralelo
ou 45 graus).Permita que a pessoa coloque as mãos na porta e no teto do carro
para ter orientação ao sentar-se no assento.