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Projetos estudantis
facilitam a vida de deficientes Reportagem: Mariana Gallo e Karina Costa Um simples ato como pegar um ônibus ou ligar
de um telefone público torna-se complicado para um deficiente físico ou visual.
Para tentar facilitar a vida dessas pessoas, alguns estudantes têm projetos
dedicados a resolver esses problemas. Todos eles foram expostos na quarta
edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) realizada em São
Paulo (SP), entre 21 e 23 de março passado. Um desses projetos é o Ergorelhão, que ajusta
sua altura ao da pessoa que vai utilizá-lo por causa de um sensor e de um
sistema de mecatrônica. Ativado através de um cartão magnético, o aparelho
disponibiliza também internet. "Todas as identificações do aparelho são em
braile para que os deficientes visuais também possam utilizá-lo", conta
Wellinton Barbosa que desenvolveu o projeto junto com seus colegas Lucas Sodré,
Gilson Domingues e Cristhian do Santos, do Colégio Santo Américo, de São Paulo
(SP). Segundo ele, o aparelho possui um tampa protetora para evitar atos
de vandalismo ou intempéries naturais. "Outra vantagem é o dispositivo que
levanta quanto um deficiente irá trombar no aparelho, evitando assim que eles
batam à cabeça, como acontece normalmente", explica. O
Jatobus - Ponto de Ônibus Para de Deficientes Visuais é outro projeto que
pretende facilitar a vida dos deficientes. "O objetivo é que os
deficientes deixem de errar o ônibus", explica Jonathan Henrique de Souza
que desenvolveu o projeto com os estudantes Fabio Mantelli e Luciano de Souza,
do Curso e Colégio Lavoisier Unidade Kobrasol, Automania e Sesi de
Florianópolis (SC). Um painel eletrônico em braile indica as
linhas a serem percorridas a partir de um determinado ponto de ônibus. Ao ser
acionado, o painel emite uma mensagem para o motorista e uma mensagem sonora
para a pessoa que está no ponto. Quando o ônibus chega ao ponto, outra mensagem
sonora é emitida para que a pessoa cega saiba que já pode embarcar. "Uma
das principais reclamações dos deficientes era referente ao ônibus, por isso
desenvolvemos o aparelho", conta. Outra
idéia que, além de ajudar os deficientes, vai facilitar a vida dos usuários de
ônibus é a "Parada de Ônibus: Tecnologia e Acessibilidade". No ponto
de ônibus haveria um painel eletrônico indicando o trajeto do próximo veículo e
em quanto tempo ele chegaria ao local. Além de escritas, as informações também
seriam transmitidas oralmente. (Mariana Gallo)
A bengala recebe um sinal vindo do semáforo e,
através de um circuito vibratório, orienta a pessoa com deficiência visual a
fazer a travessia em vias de tráfego no momento mais adequado. No momento em
que o semáforo estiver verde, a bengala não vibra: alerta de que há carros na
via. Quando o semáforo fica amarelo, a bengala vibra com bastante intensidade,
no intuito de chamar a atenção dos deficientes para o perigo. Finalmente,
quando o semáforo fica vermelho para os carros, a bengala vibra e é hora de os
pedestres com deficiência visual atravessarem com segurança. Segundo os inventores do mecanismo, alunos do
1º ano do curso de Eletrotécnica, a bengala foi testada numa instituição para
cegos de Novo Hamburgo (RS) e obteve êxito. O grupo optou por fazer um projeto
voltado para pessoas com deficiência por acreditar que não se faz uma sociedade
inclusiva sem pensar em toda diversidade humana. "Além disso, cada vez
mais se fala no assunto e queríamos um projeto de viabilidade social, que
pudesse ser de fato, útil," conta uma das idealizadoras do projeto, Mônica
Rodrigues. (Karina Costa)
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